“Sentada,
eu me encontrava a observar os contornos escuros das nuvens que se
juntavam sob o azul límpido do céu, dando início à formação
cinza que antecede toda chuva. Podia sentir o vento ficar cada vez
mais forte e agressivo conforme o sol era escondido pelo manto de
cinzas nuvens. Pensava, sim, em tudo o que ocorrera e imaginava o que
estaria por vir.
Que
ironias mais podia meu destino reservar? Não me era agradável
imaginar que tudo acabaria na mesma tragédia de costume, mas, mesmo
assim, eu estava tranquila. Por algum motivo, pouco me abalava
qualquer sentimento ruim naquele momento. Eu tinha medo. Um medo que
me consumia em forma de lágrimas a cair sobre meu rosto, caso
pensasse no assunto. Mas, naquele momento, nada mais fiz a não ser
fechar os olhos e voar sobre o vento que acariciava meu rosto.
Feixes
de luz solar dançavam pelo verde do campo à minha frente, enquanto
o farfalhar das folhas resumia a melodia que crescia ao meu redor,
preenchendo meu interior.”
Tatiana
de Oliveira Ferreira
Guerreiro
da Verdade
A verdade é uma benção.
Como toda amaldiçoada por quem a pertence!
Num cântico silencioso abandona,
A paz que rege um mórbido momento de solidão.
Mil
raios caem ao redor de mim
Breve
espectador do cataclismo do mundo,
Espetáculo de dor e sofrimento
Onde pus-me a sorrir,
Espetáculo de dor e sofrimento
Onde pus-me a sorrir,
Como
um guerreiro que empunha a espada da misericórdia
Eis
que minhas quimeras vivem abaixo dessa armadura miserável.
Uma
cólera infernal de um destino inevitável.
Tão
drástico e certo quanto o vento que sopra meus cabelos.
Triste
fato de uma realidade desiludida.
Onde a imagem da ilusão és minha mais forte afirmação.
Onde a imagem da ilusão és minha mais forte afirmação.
Que
sonho é esse que trago então?
Onde
o mundo me elege como sua fonte de inspiração!
Onde
eu pinto cores onde nada mais existe.
Onde
eu marco os horrores de um choro triste
E
como um deus de toda aquela vontade,
Expurgo toda a maldade.
Expurgo toda a maldade.
Maldade
de existir.
Crença
em viver...
Mil
anjos escondendo mil pecados por trás de suas bocas puras.
Mil
faces que choram ao sorrir.
Mil
cantos que libertam a alma dessa pura e simples semântica de
resistir,
Resistir
aos murmúrios que ecoam no vazio.
Vazio
que te preenche com a mais pura emoção
do
que se faz permanente em todas as suas ilusões
e
assim segue sempre a sorrir, pois sabe que todo mal que não consegue
combater
encontrará seu fim muito antes que termine de sentir o que suas ilusões o fazem temer
encontrará seu fim muito antes que termine de sentir o que suas ilusões o fazem temer
Nobre
guerreiro, que se faz escondido em maldita armadura
então retira seu peso e segue sem medo.
Pois medo que hoje cria barreiras para a sua caminhada,
amanhã há de construir seu mais belo caminho
e, antes que tema o que pode lhe acontecer,
verás o nascer do dia em que nada mais há de temer,
pois nada mais te afugentará como o peso das suas próprias ilusões
e quando ver o que realmente o aguarda,
sorrir não mais será uma forma de te cegar em relação a tudo ao seu redor
então retira seu peso e segue sem medo.
Pois medo que hoje cria barreiras para a sua caminhada,
amanhã há de construir seu mais belo caminho
e, antes que tema o que pode lhe acontecer,
verás o nascer do dia em que nada mais há de temer,
pois nada mais te afugentará como o peso das suas próprias ilusões
e quando ver o que realmente o aguarda,
sorrir não mais será uma forma de te cegar em relação a tudo ao seu redor
Régis
“Tears of Corrosion” e Tatiana de Oliveira Ferreira


