18 de dezembro de 2012

Devaneios e o Guerreiro da Verdade




Sentada, eu me encontrava a observar os contornos escuros das nuvens que se juntavam sob o azul límpido do céu, dando início à formação cinza que antecede toda chuva. Podia sentir o vento ficar cada vez mais forte e agressivo conforme o sol era escondido pelo manto de cinzas nuvens. Pensava, sim, em tudo o que ocorrera e imaginava o que estaria por vir.
Que ironias mais podia meu destino reservar? Não me era agradável imaginar que tudo acabaria na mesma tragédia de costume, mas, mesmo assim, eu estava tranquila. Por algum motivo, pouco me abalava qualquer sentimento ruim naquele momento. Eu tinha medo. Um medo que me consumia em forma de lágrimas a cair sobre meu rosto, caso pensasse no assunto. Mas, naquele momento, nada mais fiz a não ser fechar os olhos e voar sobre o vento que acariciava meu rosto.
Feixes de luz solar dançavam pelo verde do campo à minha frente, enquanto o farfalhar das folhas resumia a melodia que crescia ao meu redor, preenchendo meu interior.”

Tatiana de Oliveira Ferreira
Guerreiro da Verdade

A verdade é uma benção.
Como toda amaldiçoada por quem a pertence!
Num cântico silencioso abandona,
A paz que rege um mórbido momento de solidão.
Mil raios caem ao redor de mim
Breve espectador do cataclismo do mundo,
Espetáculo de dor e sofrimento
Onde pus-me a sorrir,

Como um guerreiro que empunha a espada da misericórdia
Eis que minhas quimeras vivem abaixo dessa armadura miserável.
Uma cólera infernal de um destino inevitável.
Tão drástico e certo quanto o vento que sopra meus cabelos.
Triste fato de uma realidade desiludida.
Onde a imagem da ilusão és minha mais forte afirmação.
Que sonho é esse que trago então?

Onde o mundo me elege como sua fonte de inspiração!
Onde eu pinto cores onde nada mais existe.
Onde eu marco os horrores de um choro triste
E como um deus de toda aquela vontade,
Expurgo toda a maldade.
Maldade de existir.
Crença em viver...

Mil anjos escondendo mil pecados por trás de suas bocas puras.
Mil faces que choram ao sorrir.
Mil cantos que libertam a alma dessa pura e simples semântica de resistir,

Resistir aos murmúrios que ecoam no vazio.
Vazio que te preenche com a mais pura emoção
do que se faz permanente em todas as suas ilusões

e assim segue sempre a sorrir, pois sabe que todo mal que não consegue combater
encontrará seu fim muito antes que termine de sentir o que suas ilusões o fazem temer

Nobre guerreiro, que se faz escondido em maldita armadura
então retira seu peso e segue sem medo.
Pois medo que hoje cria barreiras para a sua caminhada,
amanhã há de construir seu mais belo caminho
e, antes que tema o que pode lhe acontecer,
verás o nascer do dia em que nada mais há de temer,
pois nada mais te afugentará como o peso das suas próprias ilusões
e quando ver o que realmente o aguarda,
sorrir não mais será uma forma de te cegar em relação a tudo ao seu redor


Régis “Tears of Corrosion” e Tatiana de Oliveira Ferreira

9 de julho de 2012

Dueto da Saudade



Dueto da Saudade

Quanto tempo pode durar uma lágrima
até secar-se em seu coração?
Quanto tempo levará então,
para uma rosa murchar sem ter sua luz?

Como um violino que desafina pela ausência de seu músico.
Como o vento capaz de levar as cinzas
das memórias queimadas de um fardo,
pesado demais para ser lembrado.

A felicidade não passará de uma palavra..
Compreendida apenas por quem puder vive-la.

A dor é só uma consequência de quem mente para si mesmo.
Quem crê que engana a dor,
atrai muito mais de sua agonia.

E como eu poderia esquecer
o sorriso que conscientemente perdi?
E de forma tão simples o substitui.
Pela tristeza deixada em seu coração.

Se desculpas tivessem o poder de voltar no tempo
Serem capazes de corrigir meus pecados.

Antes mesmo dos erros abandonarem meus pesadelos.
Antes das dúvidas que levaram-me a esse abismo.
Antes mesmo de aprender da mais dura forma.
O quanto se perde justificando um erro com uma dezena deles.
E como pode fazer falta tu'amável companhia.


Régis “Tears of Corrosion”

16 de março de 2012

A Poesia dos Anjos


A Poesia dos Anjos

Anjos ditam-me uma distinta poesia.
Que fora escrita com o puro sangue do sofrimento
pois a mente incapaz se fazia.
de manter o que o coração viva.
Pela paixão ardente.

Cristalino tanto quão,
A pureza de um sincero perdão.

E por uma vivênciar esta verdade.
Tão clara quanto a visão de um cego.
E tão bela quanto o soneto composto pelo silêncio.

Perdi-me no sangue de meu coração.
Onde finalmente, decidi-me então,
compor à realidade vinda pela ilusão.

Esta que me prende em devaneios.
De sonhos tão incertos.
E de lágrimas tão certas.

Que caem sem chorar.
Que sufocam-me até matar.

E atravez das linhas sangrentas.
Já sujas pela pureza.
Descartadas pela avareza.
Marcadas pela tristeza.
Lançadas pela minha'lma.

Posso trazer do caos profundo.
A paz que respiro.



Régis “Tears of Corrosion”

1 de fevereiro de 2012

Diamantes



Diamantes, Não passam de brilhantes Pedras ao olhar da Descrença.
Felicidade, não passa de uma palavra vazia aos olhos de quem sofre.
Poesia, não passa de rimas sem sentido a quem se ausenta de sentimentos.
Um momento pode ter um valor imensurável para quem deseja doa-lo aos sorrisos.
Uma lágrima pode conter todo o DNA sentimental de um momento banal.
Momento no qual anjos oram pelo sucesso de pessoas tão fortes que se veem impotentes.
Gritos tão altos quanto esse silêncio presente.
Na dimensão do tempo e perdido no espaço.”

Régis “Tears of Corrosion”